A Igreja em Tempos de Coronavírus



ID: 3207

Estudo Bíblico 9 - Mateus 23

Mulheres em Tempos de Coronavírus

19/06/2020

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Pa. Liria Consuelo Preciado Naranjo
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Estudo bíblico 9
Pa. Liria Consuelo Preciado Naranjo
Iglesia Evangélica Luterana De Colombia

Não sigam seu exemplo

No capítulo 23 do Evangelho de Mateus Jesus faz uma denúncia sobre a forma de atuar dos escribas e fariseus já que não eram coerentes em seus discursos, e na prática ficavam devendo. Esse discurso de Jesus é direcionado às pessoas que o seguiam, a seus discípulos e discípulas. Depois do versículo 13 seguem oito expressões de tristeza sobre Jerusalém, o evangelho de Lucas 19.41 diz que Jesus chegando perto da cidade chorou por ela. Poderíamos dizer que por todo mal que as pessoas estavam fazendo.

O ensinamento de Jesus para os discípulos e discípulas é que obedeçam aos fariseus e façam tudo o que eles digam; mas não sigam seu exemplo, porque eles dizem uma coisa e fazem outra, v.3. Fala-se que “o exemplo move”, mas vemos que para os líderes da época de Jesus era fácil dizer, mas difícil praticar. Exigiam muito do povo, tornando-se verdadeiros opressores pela maneira rigorosa com que cobravam o cumprimento da lei. Jesus ensina nesse caso a não aceitar, ser rebelde, não faça, não repita, não se una às práticas ruins.

Hoje em dia podemos comparar este ensinamento de Jesus com o que fazem as lideranças políticas e religiosas em cada país. Muitas lideranças se sentam a ditar leis que não levam em conta as pessoas em situação de vulnerabilidade; não consideram as necessidades do povo. Muitos dos líderes em nossos países exigem comportamentos, falam demais, se contradizem em seus discursos e acreditam que são os mais corretos, instruídos e adequados para pensar pelo povo.

Atualmente podemos perceber a inconformidade do povo com algumas lideranças políticas e religiosas; pressionam, mas eles e elas nada cumprem, colocam grandes desafios à sociedade e não são sensíveis às necessidades da população, pois estão ocupando cargos ou postos de privilégio e nada lhes faz falta. Então as pessoas se cansam, saem às ruas a protestar, fazem denúncias pelos diferentes canais de comunicação a respeito das dores que vivem as comunidades: mulheres, crianças, campesinos e campesinas, ativistas pela justiça e paz, pessoas afrodescendentes, povos originários e agora situações de pobreza que são agravadas pela pandemia do Covid-19. Não há condições de estudo, trabalho, assistência de saúde, nem mesmo cesta básica familiar.

Indignamo-nos com essas atitudes e palavras dos governantes e lideranças religiosas, mas também devemos observarmo-nos como pessoas. Avaliar em nosso meio familiar, comunitário, de trabalho como estamos atuando, se falamos bonito, produzimos discursos convincentes, mas também ficamos devendo na prática. Atenção! Hoje podemos aplicar essas palavras para cada um e cada uma de nós. Não sigamos o exemplo daqueles e daquelas que nos deixam indignados e indignadas, não repitamos as mesmas atitudes, práticas, violências, discriminações, ódios, opressões, etc. Dentro de nossas igrejas também identificamos pessoas que querem ser vistas, chamar atenção e ocupar os melhores lugares, receber o prestígio do povo, mas não são exemplos do amor de Deus. Podemos rememorar o ditado: “El que predica y no aplica, mucho perjudica” (“O que fala e não faz, muito atrapalha”).

Cristo torna mais leve o peso, nos liberta e restaura a cada dia. Na esperança de viver o ressuscitado, experimentemos uns com os outros e umas com as outras a força da graça transformadora para começar a construir relações justas e equitativas começando por nosso grupo mais próximo. Jesus mostra com seu exemplo de vida que veio servir e não ser servido, então os seguidores e seguidoras do evangelho devem servir aos demais, apoiar, ajudar, ser humildes, ter solidariedade, entender seu próximo e sua próxima em suas fragilidades e especificidades, acompanhar, escutar, anunciar. Jesus é o melhor exemplo de serviço, deixemo-nos guiar por Ele. Porque Ele sim diz e faz, devemos seguir seu exemplo. Estamos chamadas e chamados a colocar mais a fé em prática, mais a serviço, mais escuta empática, mais ação de combate à injustiça. Acompanhando a nossos irmãos e irmãs em situação de vulnerabilidade e fortalecendonos na esperança de dias melhores.

Deus abençoe a todas e todos.


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