O Comitê Executivo do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) pediu ao governo de Israel que detenha e renuncie à construção do muro que está levantando nos territórios ocupados da Palestina. Essa construção, argumentou, viola a Carta das Nações Unidas e os princípios fundamentais da lei internacional.
O Comitê do organismo ecumênico internacional esteve reunido de 17 a 20 de fevereiro em Genebra. Ele convidou todas as igrejas cristãs e organismos ecumênicos a condenarem o muro como uma anexação ilegal que não deve ser reconhecida por nenhum Estado.
A construção do muro, que em alguns pontos chega a ter oito metros de altura e que já igualou o comprimento do ex-Muro de Berlim, contradiz os ensinamentos de Jesus, que, com sua morte e ressurreição, derrubou as muralhas que separavam os povos de diversas raças.
O muro entre Israel e Palestina começou a ser construído em abril de 2002. Ele vai rodear a parte leste de Jerusalém. As Nações Unidas resolveram ordenar que Israel destrua o muro construído e renuncie ao plano. O governo israelense negou-se a aceitar essa determinação.
O Comitê Executivo do CMI reafirma sua firme convicção de que as negociações pacíficas são o único caminho para se alcançar uma solução viável e duradoura ao conflito árabe-israelense.
O documento do CMI baseia-se em relatórios de voluntários do Programa de Acompanhamento Ecumênico que se encontram na Palestina e em Israel, em pronunciamentos das igrejas cristãs de Jerusalém, e em posicionamentos das comunidades muçulmanas e judias da região. Leia a matéria na íntegra no site www.alcnoticias.org/portugues.
Fonte: ALC/Notícias IECLB –(ISK)