Edson Ponick assessora Seminário Pedagogia de Jesus em Videira/SC

01/10/2011

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Com o propósito de participar do Seminário Sinodal de Culto Infantil / Encontros bíblicos, reuniram-se no dia 01 e 02 de outubro de 2011, na Paróquia Evangélica Rio das Antas, Comunidade Evangélica de Videira, exatamente 28 pessoas. Vindos de perto e de longe, teve participantes de Jaraguá do Sul, Caçador, Videira, Rio das Antas e Fraiburgo. O seminário foi assessorado pelo Cat. Edson Ponick e organizado pela Coordenadora do Departamento Sinodal de Culto Infantil, Mariane Noely Bail da Cruz.

O encontro teve início no sábado à tarde, às 14:00h, com a celebração conduzida pelo presidente, Hans Muller, que trouxe uma meditação muito envolvente sobre os valores da confiança e segurança que Jesus nos passa, muito latente nas crianças e também em todos.

Após a apresentação dos participantes e do assessor para este seminário, foram expostas as práticas pedagógicas, o que é a pedagogia em si, a herança histórica da pedagogia em nossos dias, e os desafios que passamos hoje. O assessor Edson explanou sobre as diferenças da pedagogia da transmissão e da participação, onde na primeira há apenas a intenção de repassar conhecimento, e na segunda, a intenção é criar um novo universo de conhecimento, integrando as crenças e saberes, teorias e práticas, ação e valores, do educando. Após isto, foi iniciado o primeiro estudo sobre a pedagogia de Jesus. O texto abordado foi “Os discípulos de Emaús”, onde Jesus caminhou, conversou e explanou sobre as sagradas escrituras. Os discípulos sentiram muita confiança em Jesus, mas apenas o reconheceram no momento da Partilha do Pão. Foi possível identificar diversas pedagogias de Jesus, entre elas: Caminhar (precisa-se caminhar ao lado de quem educamos), Questionamento (precisa-se questionar quem anda conosco, para conhecê-los), E
nsinamento (precisa-se ensinar e explicar), Insegurança (não se deve dar toda a segurança, precisa-se ameaçar partir, gerar insegurança).

O assessor Edson Ponick ensaiou com todos os participantes um hino, chamado de “No caminho de Emaús”. Também compôs duas estrofes, que deram um sentido mais fluente ao canto. O canto foi apresentado durante o culto que aconteceu às 19:00h na Comunidade de Videira. Após o culto, os trabalhos foram encerrados com um jantar na própria comunidade, e os participantes foram para a casa das famílias hospedeiras.

No segundo dia, o seminário começou pontualmente às 08:00h, onde foram abordadas duas pedagogias importantes de Jesus: confiança (João 6.1-15 e Mateus 14.22-32) e mansidão (Lucas 10.38-42 e João 8.1-11). Os presentes foram divididos em 4 grupos, mas de uma forma completamente diferente: o assessor solicitou que 4 presentes se candidatassem, e estes deveriam deixar o grupo. No grupo que ficou, cada um deveria colocar um objeto de seu conhecimento ou valor no chão ao centro da roda. Após isto, cada um dos 4 que saíram tiveram que escolher 7 objetos no chão, escolhendo desta forma os integrantes de cada grupo. Os grupos estudaram e apresentaram seus conhecimentos adquiridos ao final do estudo, sempre com uma explanação muito importante por parte do assessor.

O seminário foi encerrado com a celebração da PPHM Ivanda, que trouxe uma reflexão sobre como todos estão ligados, protegidos, como todos fazem parte de um corpo completo, que é de Jesus e nosso pai.

Agradecimentos
- ao assessor Edson que se dispôs a vir de longe para o Seminário mesmo com familiares doentes;
- à catequista Mariane que organizou o seminário;
- aos participantes, que através das avaliações deixaram claro sua satisfação e vontade de participar de próximos;
- aos hospedeiros, que carinhosamente acolheram os visitantes (aqui tem um segredinho que só os participantes sabem)

Pode-se dizer: que bom aos que participaram, e que pena aos que não puderam participar, pois o seminário foi de grande valia. Dois dias passaram mais rápido que uma semana inteira. E para encerrar, o poema Abraços e Embaraços trazido pelo assessor Edson:

Quando ignoras minha presença, indiferente, se venho ou não, se isso pra ti não muda nada, tu me embaraças;
mas, quando vês que estou chegando e já de longe o teu sorriso acolhedor me dá boas-vindas, então me abraças.

Quando me sentas numa cadeira, comportado, às costas de uns, de costas para outros, tu me embaraças;
mas, quando canto, brinco, corro em liberdade, tendo a ti e a meus amigos ao meu lado, então me abraças.

Quando tu queres que, passivo, apenas ouça, para exigir, logo depois, certas respostas, tu me embaraças;
mas, quando aceitas descobrir comigo o mundo e me convidas para partilhar sonhos, então me abraças.

Quando teu não é categórico e constante, como se tudo que eu faço te incomodasse, tu me embaraças;
mas, quando vês minha inquietude com respeito, tentando ver o mundo do meu jeito, então me abraças.

Quando entre nós houver bem menos embaraços,
então, é certo: haverá bem mais abraços.

Edson Ponick
 

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