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ID: 2707

Museu da Bíblia apresenta réplica da prensa de Gutenberg

30/08/2006

A demonstração de como funciona a prensa de Gutenberg será uma das atrações do Museu da Bíblia. “O material que será produzido aqui utiliza a mesma técnica idealizada por Gutenberg, no século XV”, aponta o diretor do Museu da Bíblia, Erní Seibert. 

O primeiro livro impresso por Gutenberg na Alemanha, em 1458, foi a Bíblia. Até então, as cópias das Sagradas Escrituras eram feitas uma a uma pelos monges copistas. Para reproduzir as cerca de três milhões de letras, 31 mil versículos e 1,19 mil capítulos, os monges gastavam, em média, de 12 a 15 meses.

Todo esse processo, demorado e caro, tornava o texto sagrado inacessível para a população. Além disso, os exemplares da Bíblia recebiam nos monastérios ilustrações requintadas, desenhos folheados a ouro e capas bem trabalhadas. Assim, o custo de uma Bíblia equivalia a uma pequena propriedade rural, informa o serviço de imprensa da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

A prensa de Gutenberg possibilitou que, a partir de tipos móveis individuais, os textos fossem montados e impressos manualmente. Após a impressão, as letras eram guardadas e organizadas por tamanho e forma, podendo ser utilizadas em nova impressão.

Os primeiros experimentos de Gutenberg com a prensa móvel ocorreram por volta de 1445, com a impressão de pequenos textos, cartas de indulgência e missais. Em 1454, ele começou os preparativos para a impressão da Bíblia, o que levou cerca de três anos para ser concluído.

Com uma equipe de 12 ajudantes, em três anos Gutenberg imprimiu cerca de 250 exemplares da Bíblia em latim. Atualmente, ainda existem 40 desses exemplares, que estão entre os livros mais valiosos do mundo.

Lamentavelmente, nenhum tipo móvel e nenhuma imagem do equipamento desenvolvido por Gutenberg foram preservados. Seu invento serviu, contudo, de modelo para outras iniciativas, concebidas posteriormente.

O Museu da Bíblia, inaugurado em 2003, é uma parceria da SBB com a prefeitura de Barueri, cidade da Grande São Paulo. O museu, o primeiro do gênero no país, reúne cerca de 3 mil títulos, entre os quais partes do texto bíblico em 200 idiomas e Bíblias, como a Vulgata, de 1583, a primeira Bíblia em língua portuguesa em volume único, de 1819, além de testamentos datados do século XIX e inícios do século XX, e um banco de imagens.


Fonte: ALC Notícias
 

Ser batizado em nome de Deus é ser batizado não por homens, mas pelo próprio Deus.
Martim Lutero
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